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Quase 60% das empresas portuguesas não está online

Quase 60% das empresas portuguesas não está online

Quase 60% das empresas portuguesas não está online

2018-12-24 Balarazão ©

"O estudo “Economia Digital em Portugal 2018” concluiu que a maioria das empresas nacionais não tem presença digital. Ou seja, não têm ‘site’ ou redes sociais e os cidadãos nem as conseguem encontrar no Google Maps.

Sem ‘site’ ou página de Facebook e incógnitas para o Google Maps. É assim que estão, em pleno século XXI, 59% das empresas portuguesas, de acordo com o estudo “Economia Digital em Portugal 2018”, elaborado pela ACEPI – Associação da Economia Digital e pela consultora tecnológica IDC. Enquanto nas grandes organizações se fala em tecnologia de ponta e investimentos na inovação, a maior parte das empresas nacionais – sobretudo micro e pequenas e médias empresas (PME) – não tem qualquer presença digital. É como se o país estivesse dividido, como quando nas mesas de café alguém pede a password do Wi-Fi e outra pessoa, com 15GB de internet no telemóvel, olha de soslaio.

“Mais de 90% do tecido empresarial são PME, das quais 95% são empresas com menos de 10 trabalhadores. Há microempresas, desde o talho à florista ou ao pequeno escritório de contabilidade da vila, que estão desligadas do digital, ainda não perceberam que se não estiverem online, se não forem detetáveis com um smartphone, é como não existissem”, afirma o presidente da ACEPI ao Jornal Económico.

Numa altura em que o comércio eletrónico em Portugal já soma quase 75 mil milhões de euros, representando 38,1% do PIB, tem crescido também o volume de e-commerce para clientes internacionais (18%). Alexandre Nilo Fonseca confessa que ainda se lembra de quando “uma etiqueta a dizer made in Portugal” era praticamente sinónimo de “vergonha”. Agora, com inúmeros prémios de turismo para o país, o dirigente associativo considera que é o momento certo para os pequenos comerciantes offline se consciencializarem de que se a sua loja ou fábrica é portuguesa “é porque está associada a qualidade”. “Estive num restaurante em Nova Iorque e serviram-nos três tacinhas de azeites, um português, um espanhol e um italiano. Perguntámos qual nos recomendavam e disseram o português”, contou.

Como não é só com azeite que cresce a economia, os (ainda insuficientes) empresários com presença digital têm procurado investir no marketing online. Ainda que só represente 26% do orçamento na área, a aposta é clara, uma vez que, por exemplo, em 2013 essa percentagem era de apenas 3%, tendo disparado para os 20% logo no ano seguinte. “É preciso ter noção de que muitas destas empresas não sabem o que é fazer email marketing, SMS marketing. Temos mesmo de começar pelos básicos e ajudá-las a delinear um plano de ação e um plano de implementação”, disse Alexandre Nilo Fonseca ao jornal.

Ao nível doméstico, os portugueses tendem a gastar entre 100 euros e 500 euros em compras na internet, mas cerca de 15% dos inquiridos admitiu desembolsar 1.000 euros online. Na hora de pagar, preferem a transferência bancária (90%), o Multibanco (74%), o cartão de crédito (68%), o MB Net ou MB Way (42%) e o PayPal (41%), segundo a 10ª edição deste relatório anual da economia e sociedade digital portuguesa.

Governo alocou 1,2 milhões de euros para digitalizar micro e PME

Os temerosos 59% (empresas offline) levaram a ACEPI a ambicionar levar o digital a 50.000 empresas portuguesas do comércio e dos serviços até 2020. Assim, nasceu o programa ComércioDigital.pt, um projeto educacional para o qual o Governo português alocou 1,2 milhões de euros e que compreende um roadshow pelo país com aulas sobre o motivo pelo qual estes negócios devem ter uma presença online, que ferramentas têm à sua disposição para o fazer e que cuidados têm de ter assim que o fizerem.

Desde a semana passada, que as micro e as PME têm a possibilidade de aderir à iniciativa que lhes dá acesso a um voucher gratuito durante um ano com: uma ferramenta de construção e alojamento de site, um endereço online registado no domínio “.pt” e caixas de correio eletrónico. “Numa primeira fase, pode ser o equivalente ao que eram as Páginas Amarelas: ter uma morada, explicar o que faz e como pode ser encontrado”, exemplifica o presidente da ACEPI, em declarações ao semanário.

Leiria, Braga, Aveiro ou Coimbra são algumas das cidades que estão no mapa dos mentores do programa, que, perante o facto de se dirigirem a empresas offline, procurarão chegar às mesmas através de jornais regionais ou rádio locais.

A ACEPI conta com parceiros, como associações de cada setor, que ficam encarregues de acompanhar as empresas e de fazer o seu “diagnóstico digital”. A triagem passa por saber se têm potencial para vender online e apresentar-lhes o desenho de uma estratégica de negócio adequada."

FONTE: https://jornaleconomico.sapo.pt

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Autor: Balarazão ©

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